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VALENTINA BORNACINA: As roupas ainda carregam o papel de expressar quem nós somos

Fevereiro de 2020. Encontrei uma amiga de longa data para beber um vinho e discutir sobre seu novo namorado. O encontro era relativamente simples e até comum de se acontecer - afinal, mensalmente a gente se encontrava para discutir sobre as coisas que estavam acontecendo em nossas vidas. Na pressa de sair de casa vesti um top transparente, uma calça vermelha com um colar brilhante, um coturno preto e fui encontra-la.

 

Corta para quase um ano depois, o encontro e a amiga eram os mesmos, mas desta vez usei um moletom cinza largo, uma saia de couro e as mesmas botas que tinha colocado um ano anterior ao nosso encontro. Antes de sair de casa, me olhei no espelho e a simplicidade da roupa me fez pensar: teria a pandemia deixado todos nós desesperados por conforto?

 

Sendo alguém que sempre usou glitter, saltos e cores em todas as ocasiões possíveis, percebi uma mudança drástica nestes últimos meses. O que antes era cheio de brilho, tule e estampas foi substituído por moletons, peças largas e, honestamente, pijamas sempre que a ocasião permitia. Levando isso a um nível mais técnico, os gráficos de consumo também mostram uma mudança drástica na maneira que as pessoas compram durante a pandemia. Para a moda, esses números não poderiam ser diferentes: o consumo de moletons, roupões, chinelos e pijamas dispararam e os de jeans, vestidos e saltos despencaram.

 

Conforto nunca foi antônimo de estilo - diversas marcas como The Row e Rouje montaram mega  produções com bases em peças básicas, mas em um mundo onde todas as poucas interações sociais estão resumidas a idas relutantes ao mercado e reuniões por Zoom, teria a moda como extravagância ou até expressão cedido seu lugar a moda simplesmente funcional?

 

 

 As roupas ainda carregam o papel de expressar quem nós somos: seja na rua ou em casa. Porém, agora que a crescente tendência é conseguir conciliar o conforto com o estilo com a funcionalidade, é normal se perder no caminho e acabar usando uma roupa que, honestamente, não faça jus a quem nós somos - ou o que queremos expressar.



Pensando nisso, conversei com as criativas que conheço e listei as dicas para manter o conforto e fugir do básico, mesmo em casa:

 1- Aposte nos acessórios de todos os tamanhos, cores e formas

 

Afinal, não tem moletom-cinza-manchado que continue básico quando misturado com um maxi colar ou brincos coloridos.

2- Misturar materiais e estampas

 


Estampas e materiais diferentes são sempre uma boa maneira de sair do óbvio de uma maneira inesperada, poe exemplo: a malha lisa do moletom compõe uma ótima combinação com peças de couro ou estampadas,

         

3 - Colorblocking